João Vasconcelos Costa              24.03.2010    
cambridge REFORMAR A EDUCAÇÃO SUPERIOR
A educação superior em Portugal: artigos, opiniões e documentos - Higher education in Portugal: papers, opinions, documents
O meu outro sítio, pessoal:

A INQUIETUDE PERMANENTE

 

Notas
 

Trajes académicos (II)
Não me surpreende que a minha nota anterior tenha dado origem a tantas mensagens. Coisa ligeira, porventura antiquada, o traje académico. No entanto, como diz um dos meus leitores, simultaneamente académico e militar, “Não são só os académicos que gostam do cerimonial. Todo o poder tem cerimonial. Seja ele qual for.”
A dúzia de colegas que me escreveu converge em alguns aspectos. Os estudantes uniformizaram o seu traje pelo de Coimbra, em quase todas as universidades. Deve haver um único traje doutoral com raízes históricas. As insígnias professorais só devem ser usadas sobre o traje doutoral português, independentemente do direito ao uso do traje estrangeiro, mas não em cerimónias académicas portuguesas. (...) (15.1.2010)
Trajes académicos
Toda a gente se sente um pouco mal ao escrever sobre coisas irrelevantes, até talvez um pouco ridículas para muitos leitores críticos. Por exemplo, vale a pena perder tempo com pompas e circunstâncias académicas, a começar pelos trajes? Diria que não, que se o fizer, e vou fazê-lo, estou mesmo a pedir que me considerem senil ou retrógrado. Todavia, uma pergunta de ordem prática que me fizeram ontem não é a primeira, nem de longe: o que é, em Portugal, o traje académico e como deve ser usado? E não sabemos todos como os académicos gostam do cerimonial, símbolo da vetustez saudável da sua instituição? Portanto, não é mesmo assunto sem importância e justifica que me ocupe um pouco, nem que seja por alguma dose de gozo. (...) (14.1.2010)
Acesso ao Ensino Superior: boas notícias para todos
Os resultados do Acesso ao Ensino Superior 2007 deram grande alegria a todos os interessados. Aos estudantes porque a taxa de satisfação dos seus pedidos atingiu o valor inédito de 14%. Às instituições porque já não esperavam ver as suas necessidades de alunos saciadas a este nível, com uma queda de 42% nas vagas não preenchidas. Ao Governo porque vai ser compensado com a avaliação popular e as eleições legislativas já não estão tão distantes. Boas notícias para todos! (...) (17.9.2007)
José Ferreira Gomes - Acesso ao Ensino Superior: boas notícias para todos
Os resultados do Acesso ao Ensino Superior 2007 deram grande alegria a todos os interessados. Aos estudantes porque a taxa de satisfação dos seus pedidos atingiu o valor inédito de 14%. Às instituições porque já não esperavam ver as suas necessidades de alunos saciadas a este nível, com uma queda de 42% nas vagas não preenchidas. Ao Governo porque vai ser compensado com a avaliação popular e as eleições legislativas já não estão tão distantes. Boas notícias para todos! (...) (17.9.2007)
O sistema dos empréstimos
Negar o mérito do agora anunciado (embora não seja totalmente novo) sistema de empréstimos para financiamento de estudos superiores é, a meu ver, uma tolice só justificável por paixão política. No entanto, também não é razão para grande festa. (...) (3.9.2007)
Vital Moreira - Modelos de governação
João Vasconcelos Costa desafia-me a clarificar a minha conhecida opção de base por um sistema dualista de governo universitário (com dois conselhos, um conselho universitário representativo e um conselho de supervisão externo), de preferência ao sistema monista adoptado no RJIES, com um único "conselho geral" de composição mista. A questão é hoje verdadeiramente "académica", no sentido distorcido do termo, ou seja, destituída de interesse prático, visto que o RJIES foi aprovado e vai entrar em vigor, com o sistema de governo que triunfou. No entanto, "just for the record", vou articular sinteticamente as minhas ideias. (...) (29.8.2007)
Ainda a proposta de RJIES – as vagas
Chamaram-me a atenção para uma omissão do meu artigo recente. É verdade e é coisa importante. Não me referi ao artº 62, "Limitações quantitativas". Confesso que foi negligência minha, saltei-o porque, de relance, pareceu-me referir-se às vagas. Afinal, é muito mais. (...) (30.7.2007)
Os internos e os externos
As universidades vão passar a ter um órgão de poder estratégico, o conselho geral. Será constituído por membros internos e por 30% de membros externos à universidade, coisa com que nunca as universidades se defrontaram. Escrevi na última nota que isto dos externos não me preocupa nada, que o que me preocupa é o funcionamento dos membros internos. Vou explicar porquê. (...) (19.7.2007)
Reitores ou chefes de repartição?
Um concurso para chefe de repartição? É isto que os reitores julgaram que ia ser o seu processo de "designação" pelo conselho geral? Não posso crer que sejam tão ignorantes sobre o que é um "search and select" ou que nem sequer tenham conseguido entender a descrição razoável que vem no artº 86º da PL. Merecem que se lhes explique como a meninos de escola (...) (18.7.2007)
As alterações à proposta de lei do RJIES
A esta hora, está a ser discutida na especialidade a proposta de lei do regime jurídico das instituições de ensino superior (RJIES). Entretanto, já recebi várias reacções de colegas, surpreendidos com o que hoje se anunciam como recuos importantes do grupo parlamentar do PS. Não partilho da surpresa nem da opinião de que os recuos sejam importantes. (...) (17.7.2007)
No lado errado da crítica?
Estou com grande dificuldade em situar-me na discussão da proposta de lei do regime jurídico do ensino superior. Não concordo com muita coisa, como já escrevi e reescrevi. Mas as minhas criticas, pouco acompanhadas, nada têm a ver com a generalidade das outras criticas. Isto é como tudo em política. Pode acontecer que uma proposta apanhe com criticas de esquerda e de direita, por razões opostas. Como evitar a confusão? (...) (16.7.2007)
A proposta de lei e os reitores
O reitor da U. Católica, Braga da Cruz, protesta contra o conselho geral não ser presidido pelo reitor. Desconhece, aparentemente, os princípios básicos da teoria das organizações. O conselho geral é o órgão que nomeia e exonera o reitor. Logo, nunca pode ser presidido pelo reitor! (...) (9.7.2007)
Escorregadelas de uma jornalista
(...) É normalmente com muito agrado que leio as crónicas políticas semanais de São José Almeida, no Público. No último Sábado, escreve "Que modelo de universidade?" e aventura-se, sem dominar bem a matéria, por assunto que, sendo obviamente politico, é também muito mais. Claro que a escrita e a qualidade do raciocínio se ressentem. (...) (2.7.2007)
Discordando de Vital Moreira (II)
Meu caro Vital, só agora tendo ouvido a tua intervenção na sessão do CCB e tendo também em conta a afirmação que me fizeste, sem demonstração, numa mensagem privada, continuo a considerar que não tens razão ao afirmar que a proposta de lei aumenta a autonomia administrativa e financeira das universidades. (...) (29.6.2007)
Novamente a proposta de lei do RJIES
Creio que fui dos primeiros a criticar, num e noutro artigo, a proposta de lei. Com isto, corre-se um risco, o de depois nos vermos diluídos num mar de criticas com fundamentação até totalmente oposta. (...) (29.6.2007)
Um colóquio memorável
Há pouco tempo, tive uma experiência entre o doloroso e o interessante, a participação num colóquio sobre ensino superior. Falei sobre Bolonha, mas o debate a seguir incidiu principalmente na proposta de lei do regime jurídico das instituições de ensino(/educação) superior. Fiquei entre o espantado e o divertido, embora não ficasse surpreendido, por saber em que águas andavam a maioria dos participantes. Aqui vão alguns mimos com que me presentearam. (...) (27.6.2007)
Uma no cravo e outra na ferradura
Finalmente, os reitores saíram a terreiro, acerca da proposta de lei do regime jurídico das instituições de ensino superior. Mostram saber uma coisa básica de luta política. Numa proposta com tanta coisa má, concentram o tiro só em dois alvos, mas, a meu ver, uma no cravo e outra na ferradura. (25.6.2007)
Boicote a Israel
Apoio a causa palestiniana mas estou em total desacordo com o proposto boicote académico britânico a Israel. (18.6.2007)
Os nórdicos
A lei norueguesa ocupa dez das suas 34 páginas com o código dos estudantes, os seus direitos e deveres, tudo levado a grande pormenorização (até os direitos das estudantes mães, mas também a penalização da cabulice!), enquanto que as disposições sobre a governação se ficam por seis páginas por coisas gerais, apenas enquadradoras daquilo que cada universidade tem de definir nos seus estatutos. (15.6.2007)
Discordando de Vital Moreira
A última coluna de Vital Moreira (VM) no Público, habitualmente às terças feiras, trata da reforma do ensino superior. Raramente estou em oposição a VM, meu estimado amigo, mas esta é uma ocasião excepcional. O seu artigo é, na prática, um panegírico da proposta de lei, surpreendente para mim porque a proposta contraria, em aspectos essenciais, opiniões que VM tem manifestado, não há tanto tempo como isso. (14.6.2007)
"Como pensam os médicos"
Uma nota extensa sobre um livro em que um professor da Harvard Medical School questiona a preparação dos actuais jovens médicos. (...) (11.6.2007)
Half way to real reform
Universities in Germany have undertaken overdue reform, but more change is needed to fully tap their potential. (...) (Transcrição da Nature, 7.6.2007)
Ainda a proposta de RJIES – as vagas
Chamaram-me a atenção para uma omissão do meu artigo recente. É verdade e é coisa importante. Não me referi ao artº 62, "Limitações quantitativas". Confesso que foi negligência minha, saltei-o porque, de relance, pareceu-me referir-se às vagas. Afinal, é muito mais. (...) (31.5.2007)
Que futuro para as privadas?
Sobre o requisito de pelo menos um doutorado por cada 30 estudantes. (30.5.2007)
Bolonha, a China e a Índia
Ainda mal se apagaram as luzes da reunião de Londres do processo de Bolonha e já vem um alerta do comissário europeu da Educação, Jan Figel, em declarações ao jornal britânico The Times. "Dentro de uma década, as universidades europeias podem ser ultrapassadas pelas da China e da Índia". (...) (30.5.2007)
Bolonha-II?
Sei que tenho leitores muito argutos e profundos conhecedores do processo de Bolonha. Certamente leram nas linhas e entrelinhas tudo o que esteve à volta da reunião de Londres 2007: declaração de Lisboa (EUA), Trends V, comunicado dos ministros. Não acharam nada de estranho?. (...) (29.5.2007)
A adequação a Bolonha
Tocou a trombeta para as universidades portuguesas, "para Bolonha e em força". O velho das botas deve estar a rir-se, porque não houve revolução que destruísse o fundamental, o espírito portuga. (...) (28.5.2007)
Os "rankings"
Na proposta de lei da avaliação do ensino superior, já em discussão na AR, prevê-se a elaboração de "rankings" e o ministro Mariano Gago tem defendido enfaticamente a sua necessidade, coisa de que discordo. (...) (24.5.2007)
Cumprindo Bolonha
Esta figura, aparecida no Público, mostra a taxa de efectivação do processo de Bolonha, medida em percentagem de universidades que adoptam o esquema de dois ciclos (...) o nosso grupo, dos castanhos claro (50-70% de aplicação de Bolonha), a destoar dos laranjas e vermelhos (incluindo a Turquia, pasme-se). No entanto, repare-se que estão da mesma cor de Portugal a Espanha, a Alemanha e a Suécia. Isto é um bom alerta para a necessidade de analisarmos sempre com cuidado as coisas demasiadamente impressionistas, como é uma figura destas. (23.5.2007)
Bolonha, Londres 2007
O comunicado dos ministros, Londres 2007, causa-me alguma estranheza. Em todos os anteriores encontrei alguma coisa de novo, a valer a pena. Este nada adianta, parece coisa ritual. Será que o processo de Bolonha entrou na rotina? (22.5.2007)
A relevância social do ensino
Creio que ainda até ao fim de semana publicarei um artigo aprofundado sobre o RJIES. (...) Entretanto, dei por uma coisa que me obriga a manifestar uma grande preocupação. Diz o artº 39º, alínea g, que é requisito geral para a criação e funcionamento de um estabelecimento a "garantia de relevância social do ensino (...)". Fico a pensar na ameaça do puxar da pistola quando se fala de cultura. (16.5.2007)
Indignação justificada
Manuela Vaz Velho: Estou completamente indignada com a versão oficial do regime jurídico das instituições de ensino superior de que tive conhecimento hoje. (... ) diz respeito à diferença de qualidade dos ensinos politécnico e universitário. (16.5.2007)
A fome e a fartura
Tenho estado a "deliciar-me" com a leitura da proposta de lei de regime jurídico das instituições de ensino superior, 340/2007 (...) Sai um monstro legislativo, de 87 páginas e 153 artigos, uma indigestão para quem não tem vocação burocrática. Às vezes, pergunto-me se isto não é voluntariamente dissuasor. (...) (9.5.2007)
Já nem tudo é uma choldra
Quando se poderia esperar que a nota inaugural fosse coisa séria, fará rir um pouco, mas riso significativamente positivo, a fazer-nos pensar que o nosso hábito, tão frequente, de ainda invocar o Eça (tudo isto continua uma choldra) deve ser moderado. (...) (1.5.2007)

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